Em outubro deste ano, 2026, completam-se 100 anos da publicação do livro O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway.
A frase de Gertrude Stein “Vocês todos são uma geração perdida.”, ficou imortalizada nesta obra de Hemingway. Este romance o lançou ao estrelato, com apenas 27 anos, e deu voz à Geração Perdida, o grupo de jovens que emergiu da I Primeira Guerra Mundial completamente estilhaçado.
Chama a atenção no livro a segunda epígrafe, que é uma citação do Eclesiastes, na Bíblia:
“Geração vai, e geração vem; mas a terra permanece para sempre… Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar onde nasce de novo… O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira e retorna aos seus circuitos… Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr.”
O Eclesiastes é atribuído a um narrador, e é considerado o grande livro da sabedoria judaísmo e do cristianismo. Sua mensagem geral é que tudo é vaidade, isto é, a vida é passageira e impossível de se compreender, e o dever do homem, enquanto vive, é temer a Deus, obedecer aos seus mandamentos e usufruir das pequenas felicidades que a vida traz.
Qualquer um que leia essa obra, mesmo passados cem anos, fica com a nítida sensação de que não envelheceu. Hemingway não escreve parágrafos longos, ou densos; forma aquilo que os críticos chamam de Teoria do Iceberg, uma escrita direta, sem ornamentações, e o verdadeiro corpo das tensões que se estabelecem entre as personagens estão submersas, se escondem nas entrelinhas.
Ao não entregar tudo mastigado para o leitor, o que é uma omissão deliberada, Hemingway não permite que quem o leia assuma uma postura passiva. Ao descrever um homem bebendo seu café em um terraço, cada leitor vai completar a cena com a própria experiência, a própria sensação de estar sozinho com suas apreensões mais íntimas, o que torna a obra mais rica, pois é impossível para um autor descrever a vida interior, os monólogos internos das pessoas.
Ninguém deve se deixar levar por uma leitura rápida, e ver no livro um relato de viagem de pessoas expatriadas e privilegiadas, movidas a absinto e boemia.
Sob uma perspectiva dialética, pode se dizer que esse romance é o diagnóstico clínico de uma civilização mergulhada em uma profunda crise. Se, como afirmou Karl Marx nos Grundrisse, o homem é a “síntese de múltiplas determinações”, o protagonista Jake Barnes não é um sujeito livre, mas o produto residual do primeiro grande entrechoque imperialista do século XX.
O livro também não é sobre “uma festa”, mas o vazio deixado pela violência extrema e pela morte das ilusões liberais. Hemingway é econômico, alguns diriam seco, existe no livro uma moralidade que nasce do desencanto de valores como “glória” e “honra”.
O vazio do pós-guerra é um tema subjacente a esse romance. Jake Barnes e Lady Brett Ashley são duas pessoas que se amam, mas Barnes não pode consumar seu amor por ter sido ferido na guerra. Aqui, vemos que as pessoas não controlam suas vidas, pois é impossível fugir do determinismo e daquilo que é acidental.
Essa impossibilidade de controle fica muito nítida no título que diz que “o sol também se levanta”, ou seja, que segue seu curso indiferente às paixões humanas. Ao mesmo tempo, é possível que se leia aí uma esperança de renovação, uma vez que Jake Barnes se diz católico, mas não tão católico quanto gostaria.
Lênin, Hemingway e Remarque
A análise de Lênin em O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo é a chave para decifrar o pano de fundo de O Sol Também se Levanta. A guerra não foi um erro de cálculo diplomático, mas a necessidade objetiva das potências financeiras de repartir o mundo. Jake Barnes e seus amigos – Robert Cohn, Bill Gorton, Lady Brett Ashley – são os detritos humanos dessa engrenagem.
Eles vivem em Paris como “expatriados”. O termo, em si, já denota uma ruptura com a pátria, aquela mesma pátria que os enviou para o matadouro. Do ponto de vista marxista, a desorientação desses personagens é o sintoma da decadência de uma classe que já não consegue mais justificar sua existência através do progresso. Eles são a “Geração Perdida” porque foram destituídos de sua função social produtiva. Enquanto em Petrogrado e Moscou a história estava sendo escrita pela ação consciente do proletariado, em Paris ela estava sendo afogada em cafés.
A futilidade das conversas e o tédio existencial que Hemingway captura com sua “Teoria do Iceberg” são, na verdade, o reflexo do colapso da subjetividade burguesa. Não se fala da guerra porque não há o que dizer que não revele a cumplicidade ou o trauma. O silêncio de Hemingway é o silêncio de uma classe que se perdeu no mundo e não consegue formar uma ideia geral da vida.
Para também entender a “Geração Perdida”, é preciso revisitar uma obra que fala de suas origens. Erich Maria Remarque, em seu Nada de Novo no Front, oferece a imagem definitiva em primeira pessoa da guerra: o soldado que, acuado pelo fogo de artilharia, mergulha o rosto na terra e sente um “irmanamento” visceral com o chão. Ali, a terra não é uma abstração patriótica; é a única proteção física contra a aniquilação por uma bomba ou um projétil.
Em Remarque, o homem é reduzido a seu estado puramente biológico, onde a força produtiva é convertida em carne de canhão. O autor foi soldado do exército alemão na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), tendo sido ferido várias vezes. Após a guerra, trabalhou como jornalista e escritor. O livro reflete sua experiência direta no front ocidental, especialmente nas trincheiras.
A obra foi considerada um dos mais importantes romances pacifistas do século XX e foi queimado publicamente pelos nazistas na década de 1930, por ser considerado derrotista e antipatriótico. Ainda que “pacifista” não seja um termo adequado para se referir ao livro.
Em Nada de Novo no Front, em uma das cenas mais comoventes, Paul Bäumer, um jovem sensível e reflexivo, vai se tornando um sobrevivente vazio. Há uma cena comovente na qual, prestes a voltar para o front, o protagonista se vê incapacitado de conversar com a própria mãe. Ele está na cama, fingindo que dorme, e sua mãe, doente, entra para sentar-se ao seu lado.
No front, Paul suporta o barulho ensurdecedor das granadas. Em casa, o silêncio da mãe é o que mais o sufoca porque significa que não há como explicar o que ele viveu. É como se na guerra tivesse desaprendido a “ser filho” e percebesse que pertencia mais aos amigos das trincheiras do que à própria família. Esse é o preço, uma exigência da sobrevivência: a solidão emocional.
Há um trecho no livro de Remarque, no capítulo 4, que vale a pena ser reproduzido. O grupo de Paul Bäumer está em uma missão para colocar cercas de arame farpado e é surpreendido por um bombardeio em um cemitério:
“Para ninguém a terra significa tanto quanto para o soldado. Quando ele se aperta contra ela, longa e violentamente, quando nela mergulha profundamente o rosto e os membros, na angústia mortal do fogo, ela é seu único amigo, seu irmão, sua mãe. É o seu mudo confidente de quem ele recebe o seu medo e o seu grito, que os recolhe e o protege; a terra o entrega, em seguida, por dez segundos de corrida e de vida, para depois o retomar, por vezes para sempre.
Terra! Terra! Terra!”
A natureza também está muito presente em O Sol Também se Levanta, e não é apenas pano de fundo; é sintoma psicológico. Os personagens viajam todo o tempo não apenas por curiosidade ou turismo, mas por necessidade urgente de escapar de si mesmos. Ora estão em Paris, Biarritz, San Sebastián, Pamplona, Madri: cada deslocamento carrega a ilusão de que mudar de cenário equivale a mudar de alma.
Jake Barnes, cuja consciência forma a estrutura da obra, percebe essa armadilha com clareza melancólica. Em um dos momentos mais reveladores do romance, quando conversa com Robert Cohn, que insiste em levá-lo a uma viagem pela América do Sul, afirma com calma: “– Escute, Robert, tanto faz um país como outro. Tenho experiência disso. Não podemos sair de dentro de nós mesmos. Não adianta.”
O que diria Trótski?
Um dos pontos mais brilhantes de Trótski, autor de Literatura e Revolução (1924), é a análise de como a intelectualidade burguesa decadente busca “sangue novo” em culturas que considera mais “puras” ou “primitivas” para escapar do seu próprio tédio mecânico. O que também pode ser traduzido pelo fascínio por religiões orientais, pelo misticismo ou por rituais de violência.
O Sol também se levanta: O deslocamento para a Espanha e a obsessão pelas touradas são exemplos perfeitos dessa “fuga” que Trótski descreve. Jake Barnes busca na brutalidade ritualística da arena uma vitalidade que a burguesia industrial de Paris já não possui. É a busca pelo “concreto” em um mundo de abstrações e traumas de guerra.
Trótski utiliza o termo “companheiros de viagem” para descrever artistas que estão entre o velho mundo que morre e o novo que tenta nascer, mas que não conseguem aderir plenamente à revolução.
Esses artistas captam o colapso com maestria porque sentem a dor da perda, mas são incapazes de ver a saída. Eles descrevem o “beco sem saída” da burguesia. Hemingway, sem dúvida, é um dos melhores cronistas desse beco sem saída, e ainda que não tenha apontado saídas, é uma obra valiosa que, além de documento valioso, permanece viva.
Para Trótski, a arte não é apenas um mero espelho passivo da economia, mas uma função social complexa que reage aos movimentos calcados na base material. Nesse sentido, o colapso da sociedade burguesa não produz apenas, ou necessariamente, obras ruins, mas sim uma estética da fragmentação, do misticismo e da fuga.
Para o líder revolucionário, a cultura burguesa atingiu seu ápice no momento em que o indivíduo era uma unidade autônoma e progressista. Com o imperialismo e a guerra, esse indivíduo foi esmagado pelo capital. Portanto, a arte deixa de ser a narrativa da “conquista do mundo” para se tornar uma narrativa da preservação desse indivíduo.
Jake Barnes, nesse sentido, foi sacado para fora do individualismo porque não pode se realizar como homem em virtude de seus ferimentos, e já não pode se conectar de fato com a sociedade e as pessoas que o cercam.
É importante salientar que a guerra não feriu fisicamente, apagou nos indivíduos aquilo em que acreditavam. Não existe, por exemplo, uma estrutura familiar, mesmo Brett Ashley, a mulher em evidência no romance, tem casos com diferentes homens e está sempre entre um casamento desfeito e um para se realizar em algum futuro.
Há uma cena bastante marcante em um café onde Frances Clyne, noiva de Robert Cohn, o ataca verbalmente de forma cruel e desesperada na frente de Jake Barnes, expondo como ela sentiu que desperdiçou seus melhores anos esperando por um casamento que Cohn (apaixonado inutilmente por Brett) agora reluta em realizar
No colapso burguês, a palavra necessariamente perde seu peso, dado que os “grandes ideais” colapsaram. O estilo seco e econômico de Hemingway pode ser um reflexo disso. Se tentasse utilizar a linguagem mais exuberante do século XIX, seguramente soaria falso.
Curiosamente, Jake Barnes faz uma referência à linguagem: “O inglês falado – pelo menos o das classes superiores – deve ser mais pobre do que o esquimó. Claro que eu não conhecia nada de esquimó. Talvez fosse um belo idioma. Tomemos por exemplo o cherokee. Eu também não sabia nada de cherokee. Os ingleses falam por inflexões.”
Rumo às touradas
No livro, quando as personagens saem de Paris em direção à Espanha, Hemingway faz um contraste perfeito entre a vida em uma metrópole efervescente para uma espécie de “paraíso perdido” e original.
Sua narração da viagem de trem, das paisagens, seu contato com os habitantes do País Basco e o modo como admira a autenticidade dessa gente é bastante admirável. É, ao mesmo tempo, econômica e rica. Existe uma entrega sincera, um desejo de se integrar com as pessoas, talvez parte da busca pelo sentido da vida.
Durante a pesca com seu amigo, Bill Corton, Jake Barnes demonstra uma conexão com a natureza, e até uma certa desenvoltura, é técnico, sabe o que fazer para pegar peixes e como limpá-los e armazená-los.
Isolados das metrópoles, Corton consegue descrever com sarcasmo a intelectualidade americana, que enxerga Barnes como um expatriado. Por um instante, é como se a Guerra silenciasse neles, de modo que conseguem ter um diálogo bastante honesto.
O sensorial nesse trecho também fica mais pronunciado. Hemingway se detém falando da temperatura, do calor que de alguma maneira era amenizado pela brisa constante. Relata o contraste com o frio da água do rio, mas que era agradável se molhar porque o sol os secava.
Essa passagem, em um vilarejo chamado Burguete, nos Pirineus, serve como “preparativo”, antes da chegada a Pamplona, onde ocorre a festa de San Fermín. Daquele cenário idílico onde permanecem cinco dias, mergulham no barulho, álcool em excesso, privação de sono, foguete, corridas de touros e violência. Nesse ambiente de paixões extremas é que as contradições entre os integrantes do grupo também se antagonizam ao máximo.
As touradas
Ainda que seja um elemento estranho àquele mundo, Jake Barnes sente que nas touradas encontra um elo com a vida. Reconhece e é reconhecido como um apaixonado, não alguém que entende as corridas apenas na superfície.
É aí que surge a figura de Pedro Romero, apresentado por seu amigo também apaixonado pelas touradas: “Montoya bateu à porta e abriu-a. O quarto era sombrio, entrava apenas um pouco de luz por uma janela que dava para a rua estreita. Havia duas camas separadas por um tabique monástico. A luz elétrica estava acesa e o rapaz de pé, muito ereto e sério, com seu traje de toureiro. Sua jaqueta pendia das costas de uma cadeira e acabavam de prender-lhe a faixa. Os cabelos negros resplandeciam sob a luz elétrica. Pedro Romero vestia camisa de linho branca. Seu assistente acabou de enrolar a faixa, ergueu-se e afastou-se um pouco. O toureiro nos fez um cumprimento de cabeça e nos apertou as mãos, muito distante e digno. Montoya disse-lhe qualquer coisa: éramos grandes aficionados e lhe desejávamos boa sorte. Romero escutava bastante compenetrado. Depois se voltou para mim. Eu nunca tinha visto um rapaz tão belo”.
O mundo da arena, ao contrário da vida burguesa decadente, é regido por regras claras, não há espaço para ambiguidades. Pedro Romero não está encenando, e sim executando. Coragem de nada vale sem a técnica. Um toureiro não pode fingir, não pode hesitar, desdenhar o touro pode ser fatal. Tudo ali é decisivo e representa a diferença entre a vida e a morte.
Ao vislumbrar Romero, Jake Barnes compreende no rapaz aquilo que não pode ser, ou aquilo que tiraram dele. Ao contrário de Robert Cohn, não quer competir com ele. Cohn está demasiado preso ao mundo burguês decadente e não consegue entender a autenticidade do jovem toureiro.
Lady Brett Ashley se apaixona por Pedro Romero, ela vê nele um homem de verdade, alguém que contracena com os homens com os quais convive. Existe nele uma certa pureza, pouco fala, não negocia, não bebe e não demonstra fraqueza. Diante da morte, na arena, a enfrenta com graça, precisão e coragem absoluta. Para além do corpo, Brett enxerga a virtude, a precisão profissional de um cirurgião, aquilo que Hemingway chama de ofício.
Na Paris, os homens que rodeiam Brett são beberrões, ora traem, ora têm excessivo ciúmes e são autodestrutivos. Na verdade, são além do retrato de um mundo burguês decadente, o resultado de uma guerra monstruosa.
Hemingway não precisa, em seu estilo econômico, descrever uma cena de flerte, tudo acontece por trás da cena, entre o final da tourada e a noite. Romero, convidado para jantar, chega com uma pele de touro e Brett se encontra como que hipnotizada. Ele é o oposto dos homens que conheceu, não está preocupado com fama, dinheiro, ou perder tempo com futilidades.
Brett Ashley se encanta com a capacidade do jovem de executar um ato violento, a morte de um touro, sem cinismo, e sem perder a dignidade. E aqui Jake Barnes passa por cima de seu ciúme, não tenta atrapalhar que Brett e Romero se encontrem.
Robert Cohn, por sua vez, tenta conquistar Brett sendo um romântico, mas é justamente isso que ela rejeita. Jake sabe que nunca poderá consumar seu amor e sentir ciúme seria apenas mais uma maneira de acrescentar sofrimento à sua vida, da qual já tinham tirado tanto.
Jake não vê em Romero um rival, mas uma espécie de fenômeno natural. Não se pode contestar o vento, o sol. Hemingway, no capítulo 18, perto do fim da festa, faz Jake ajudar Brett a encontrar o toureiro, mesmo sabendo exatamente qual seria o resultado daquele encontro. Não se trata de fraqueza, por isso fica indignado com Cohn que o chama de “alcoviteiro”. Jake é um homem que passou pela guerra e entende como age o acaso, com o qual não se pode lutar.
Hemingway se mostra o autor maior na decisão de Jake Barnes, se fosse menor, colocaria provavelmente o personagem em uma posição mesquinha, mas isso a ele não interessa.
Todas essas nuances, além do estilo impecável, tornam essa obra um dos grandes romances do século XX.
O vazio e a solidão
Há no romance frases que se podem destacar e que revelam o vazio e, de certa forma, a desesperança de Jake e das outras personagens, como a que diz que “Ninguém vive com a intensidade que deseja, exceto os toureiros”. Nota-se aí que a realização está fora e aparece como uma impossibilidade, dado que o narrador não espera se tornar um toureiro.
Outra frase que demonstra o quanto a vida se tornou difícil é esta: “Durante o dia, nada mais fácil do que mostrar que não se dá importância, mas, à noite, é diferente.” Nos momentos de solidão, o indivíduo não está distraído pela bebida ou por inúmeras coisas que se propõe a fazer como fuga.
Finalmente, há uma reflexão no livro que talvez espelhe a angústia e o desespero de uma geração usada como joguete de interesses mesquinhos e que destruíram uma infinidade de vidas:
“Talvez, com o tempo, acabemos por aprender algumas coisas, pouco importa o que seja. Tudo o que eu desejava era saber como viver. Talvez, aprendendo como viver, acabemos compreendendo o que há realmente no fundo de tudo isso.”
Nota biográfica:
Ernest Miller Hemingway (1899–1961) foi um dos maiores escritores norte-americanos do século XX. Nascido em Illinois, atuou como ambulancista na Primeira Guerra, onde foi ferido na Itália, trauma que definiu sua visão desiludida do conflito. Nos anos 1920, viveu em Paris com expatriados como Gertrude Stein e F. Scott Fitzgerald. Criador da “teoria do iceberg”, revolucionou a prosa com frases curtas, diálogos contidos e subtexto emocional. Publicou O Sol Também se Levanta (1926), Adeus às Armas (1929) e Por Quem os Sinos Dobram (1940). Foi correspondente na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial. Em 1954, ganhou o Nobel de Literatura por O Velho e o Mar (1952). Sua vida pessoal foi marcada por casamentos, viagens, esportes, depressão e alcoolismo. Em 1961, suicidou-se em Idaho. Sua obra permanece como reflexo da dignidade humana em tempos de fragmentação e perda.