O mártir Xeique Ahmed Iassin foi o idealizador principal do Movimento Resistência Islâmica (Hamas), em fins da década de 1980. Em 22 de março deste ano, completaram-se 22 anos do seu martírio após uma operação criminosa de “Israel” — como se chama a entidade sionista que ocupa as terras palestinas desde (oficialmente) 1948.
Em sua homenagem, as Brigadas do Mártir Izedine Al-Qassam, braço armado do partido político fundado por Iassin, publicaram em seu sítio oficial: “Quantos homens saudáveis ignoraram as preocupações de sua nação, e quantos árabes içaram as velas de seus navios rumo à ocupação sionista e a apoiaram. Mas foi o xeique paralítico, dono de uma determinação do tamanho da nação, o único que iniciou a mudança em um tempo de submissão e humilhação, para proteger a dignidade de seu povo e de sua nação”. (alqassam.ps, 22/3/2026)
O comentário é decisivo. Quantos árabes, traidores de seu povo, colaboram com o imperialismo e o sionismo — a exemplo das monarquias do Golfo da Arábia e, pior, os dirigentes da atual Autoridade Palestina? E quantos homens, em plenas condições de saúde, abaixaram as cabeças, com medo, para a ocupação criminosa que ocorre na Palestina há quase 80 anos?
Iassin, ao contrário, não era uma pessoa em plenas condições de saúde. Era paralítico, necessitava de cadeira de rodas. Mesmo assim, está entre as figuras mais influentes do século XIX, principalmente após a importância da gloriosa Operação Dilúvio de Al-Aqsa, em 7 de outubro de 2023: a operação que deu início ao fim de “Israel”.
“Seu trabalho incansável, sua elevada determinação e o fruto de seu cultivo deram origem hoje a uma geração que não aceitou a submissão, que sacudiu de si a poeira da humilhação, para humilhar a ocupação em todos os campos”, afirmaram as Brigadas al-Qassam. (idem)
Em 2024, apenas seis meses após o início da operação, o Hamas escreveu sobre Iassin: “O Dilúvio de Al-Aqsa é fruto de sua preparação e luta, e continuamos em seu caminho e sua marcha, defendendo nosso povo, nossa terra e nossas santidades até que a ocupação termine.” (Hamas homenageia seu mártir fundador Xeique Ahmed Iassin, Diário Causa Operária, 22/3/2024)
“Este ano [2024] marca o vigésimo aniversário do martírio do Xeique da Palestina, o líder fundador Imã Ahmed Iassin, enquanto nosso povo paciente e firme e nossa resistência valorosa estão engajados no épico heroico da Dilúvio de al-Aqsa em seu sexto mês, com plena fé, vontade, força e capacidade. Eles se inspiram em sua abençoada biografia e jornada jihadista, os marcos da firmeza, defesa da terra, proteção dos princípios fundamentais da Palestina, defesa das santidades, a estratégia de acumulação de poder, os aspectos de recuperação de direitos e manutenção de conquistas, e gerenciando a batalha com o inimigo sionista, infligindo pesadas perdas em seu exército e confrontando seus esquemas agressivos, para alcançar a vitória sobre ele”. (idem)
Vítima da Naqba
A trajetória de Ahmed Iassin ajuda a compreender a própria história da Palestina em sua luta contra a entidade sionista. Nascido no vilarejo de Al-Jura, próximo à atual cidade de Ascalão, durante o Mandato Britânico da Palestina, sua data de nascimento é objeto de controvérsia: seu passaporte indicava 1º de janeiro de 1929, enquanto ele próprio afirmava ter nascido no verão de 1936, ano da revolução contra o domínio britânico e a expansão do sionismo.
As Brigadas Al-Qassam reconhecem o ano de 1936 como sua data de nascimento: “O xeique mártir combatente Ahmed Ismail Yassin nasceu na aldeia de Al-Jura, distrito da cidade de Al-Majdal, em 1936, e perdeu o pai quando ainda não havia completado três anos de idade”, escrevem em seu sítio oficial. (alqassam.ps, op. cit.)
A infância do xeique foi marcada por dois acontecimentos decisivos: o primeiro foi a Naqba, quando, como quase um milhão de palestinos, foi forçado a fugir de sua terra natal em 1948, estabelecendo-se com sua família no campo de refugiados de Al-Xati, na Faixa de Gaza. Sua aldeia, Al-Jura, foi alvo de limpeza étnica pelas forças sionistas, e sobre seu território foi construída posteriormente a cidade de Ascalão. O segundo acontecimento ocorreu aos 12 anos, quando, ao brincar de luta livre com um amigo, sofreu uma grave lesão na coluna que o deixou tetraplégico pelo resto da vida.
Essa condição física teve consequências diretas sobre sua formação. Impedido de seguir uma trajetória acadêmica regular — embora tenha tentado estudar na Universidade Al-Azhar, no Cairo —, acabou sendo educado em casa. No entanto, essa limitação converteu-se em uma forma particular de desenvolvimento intelectual: livre das estruturas formais, dedicou-se intensamente ao estudo autodidata de economia, sociologia, política, filosofia e religião. Com o tempo, adquiriu grande erudição e tornou-se um orador de destaque na Faixa de Gaza.
Início na militância política
Mesmo limitado fisicamente, ele trabalhou como professor de língua árabe em uma escola elementar em Rimal. Segundo as Brigadas Al-Qassam, “o xeique concluiu o ensino secundário e conseguiu trabalho, apesar das objeções iniciais devido ao seu estado de saúde. A maior parte de sua renda como professor era destinada a ajudar sua família.” (idem)
“Ainda aos vinte anos”, destacam as Brigadas, o xeique lutou contra a ocupação do Canal do Suez pelo sionismo, participando “das manifestações em Gaza contra a agressão tripla contra o Egito em 1956, demonstrando notáveis capacidades oratórias e organizativas.” (idem)
Iassin passou a proferir sermões semanais após as orações de sexta-feira, atraindo multidões. Em 1965, ele foi preso como parte de uma onda de detenções no cenário político egípcio. Sua capacidade de comunicação e seu prestígio crescente consolidaram sua posição como uma liderança religiosa e social.
Surge o ‘bloco islâmico’
Sua atuação política mais organizada começou na década de 1970, quando se envolveu profundamente com a Irmandade Muçulmana. Em 1973, fundou em Gaza o Mujama al-Islamia (Centro Islâmico), uma instituição de caridade que se tornaria a base social e organizativa do futuro Hamas. Por meio dessa organização, foram criados serviços médicos e educacionais, creches, escolas, clubes, mesquitas, uma livraria e até mesmo a Universidade Islâmica de Gaza.
A partir desse trabalho, o chamado “bloco islâmico” foi crescendo enquanto a liderança oficial da resistência palestina, a OLP, entrou em uma decadência gradual. Esse processo deve ser entendido à luz da crise mais geral do nacionalismo árabe secular, abalada desde a derrota na Guerra dos Seis Dias e aprofundada com a morte de Gamal Abdul Nasser em 1970. No plano palestino, a expulsão da OLP da Jordânia durante o Setembro Negro, seguida pela campanha sistemática de assassinatos de seus dirigentes no exterior, desorganizou suas estruturas e enfraqueceu sua ligação direta com as massas nos territórios ocupados, além das operações armadas contra o ocupante.
Em contraste, o bloco islâmico cresceu de maneira militante a partir de um trabalho enraizado na própria sociedade palestina, especialmente nos campos de refugiados da Faixa de Gaza. A rede construída por Ahmed Iassin — combinando assistência social, educação e organização religiosa — permitiu formar uma base popular sólida e ativa. Nesse aspecto, o crescimento gradual dos islamistas no movimento estudantil e a criação da Universidade Islâmica de Gaza cumpriram um papel fundamental, como aparece no livro O Espinho e o Cravo de Iahiá Sinuar (2004). A universidade, mesmo com a oposição do sionismo, se desenvolveu a partir do trabalho da militância do bloco islâmico, atuando contra as dificuldades, nas condições mais precárias, o que lhe deu o apelido de “Universidade das Tendas” durante um período.
Durante a década de 1980, a atividade de Iassin passou a adquirir um caráter mais diretamente político. Diante disso, no início da década, foi acusado por israelenses de possuir armas em uma mesquita associada à sua rede, sendo condenado a 13 anos de prisão. Foi libertado em 1985 como parte do Acordo de Jibril, a maior troca de prisioneiros imposta à entidade sionista até então. O acordo foi negociado entre o Estado judeu e o Comando Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), dirigido por Ahmed Jibril. Nele, “Israel” aceitou libertar cerca de 1.150 prisioneiros palestinos e árabes — entre eles Ahmed Iassin — em troca de três soldados israelenses capturados durante a Guerra Civil do Líbano.
Intifada: fundação do Hamas
Com a eclosão da Primeira Intifada, em 1987, Iassin e outros dirigentes — entre eles Abdul Aziz al-Rantisi — fundaram o Hamas. O movimento teve em Iassin seu principal líder espiritual e ideológico. Segundo as Brigadas Al-Qassam, “ele teve papel importante na [Primeira] Intifada, conhecida como ‘intifada das mesquitas’, sendo desde então considerado o líder espiritual do movimento.” (alqassam.ps, op. cit.)
Sua liderança se exercia sobretudo por meio das redes religiosas construídas ao longo dos anos. Esse passo para uma atuação política mais direta não foi improvisado, sendo resultado de um processo de acúmulo político e social iniciado na década de 1970. Quando irrompeu a grande explosão popular da Primeira Intifada, esse bloco, já fortalecido, decidiu intervir de maneira mais direta na luta política, criando uma organização capaz de dirigir e organizar a resistência em escala nacional. O Hamas surge, assim, como expressão política organizada de uma força que já havia se desenvolvido no interior da sociedade palestina e que encontrou, na Intifada, o momento de se afirmar como direção ativa do movimento.
Com a escalada da Intifada e o fortalecimento do Hamas, especialmente após operações armadas como o sequestro de dois soldados sionistas em 1989, foi novamente preso por “Israel”, assim como centenas de membros do movimento. Em 16 de outubro de 1991, um tribunal militar o condenou à prisão perpétua, além de mais 15 anos, sob acusação de ordenar a execução de colaboradores palestinos — isto é, de agentes do sionismo, cuja prática de execução se popularizou durante o levante revolucionário da Intifada.
Na década de 1990, enquanto estava encarcerado, o Hamas estruturou seu braço armado, as Brigadas Izedine al-Qassam, que surgiram em condições extremamente precárias. Como demonstrado no livro de Iahiá Sinuar (idem), o braço armado do Hamas foi uma organização forjada com poucos recursos materiais, armamento limitado e métodos rudimentares, muitas vezes baseados na improvisação e na iniciativa local. Ainda assim, essa estrutura foi impulsionada por uma juventude altamente ativa e militante (como Imad Aquel e Iahiá Aiaxe), que assumiu um papel decisivo na organização da luta armada nos territórios ocupados, tornando-se rapidamente uma organização popular, apoiada pelas amplas massas.
Em 1993, após a traição da liderança da OLP nos Acordos de Oslo com Israel, o Hamas denunciou o reconhecimento da legitimidade do Estado ocupante e o abandono da luta revolucionária desenvolvida pela Intifada em favor de uma política de conciliação sob tutela imperialista. A direção da OLP, de fato, aceitou canalizar o movimento revolucionário para negociações que preservavam o essencial da dominação sionista, trocando a perspectiva de libertação da Palestina pela promessa fraudulenta de uma autonomia limitada e sem soberania real.
No entanto, o Hamas continuou seus ataques à entidade sionista, atuando, agora, principalmente nos territórios ocupados não reconhecidos pelos Acordos de Oslo. Iassin Acabou solto em 1997, em decorrência de um acordo envolvendo a Jordânia e agentes do Mossad capturados após uma tentativa fracassada de assassinar Khaled Mashal, dirigente do Hamas. “Ele retornou a Gaza, sendo recebido por dezenas de milhares de palestinos”, escrevem as Brigadas (idem).
Nesse período, “Iassin viajou ao exterior para tratamento médico, visitando vários países árabes, onde foi recebido calorosamente por líderes políticos, sindicais e populares, incluindo Arábia Saudita, Irã, Síria e Emirados Árabes Unidos.” (idem)
Ataques da Autoridade Palestina e ‘Israel’
Mesmo após sua libertação, enfrentou restrições impostas pela Autoridade Palestina, incluindo períodos de prisão domiciliar, sendo libertado repetidamente após mobilizações populares. Segundo as Brigadas, ele “trabalhou na reorganização do Hamas após a desestruturação de suas bases pelas forças de segurança da Autoridade Palestina, mantendo relações tensas com esta, que por vezes o colocou em prisão domiciliar e restringiu suas comunicações.” (idem)
Durante os anos 1990 e início dos anos 2000, Iassin respondeu reiteradamente às acusações de antissemitismo dirigidas contra ele e o Hamas. Em declarações públicas, afirmou que sua luta não era contra os judeus enquanto povo ou religião, mas contra a ocupação e a expulsão dos palestinos. Em 1990, declarou:
“Nós não odiamos judeus e não lutamos contra judeus porque são judeus. Eles são um povo de fé e nós somos um povo de fé, e amamos todos os povos de fé. Se meu irmão, do mesmo pai e da mesma mãe e da mesma fé, toma minhas casas e me expulsa delas, eu vou lutar contra ele. Vou lutar contra meu primo se ele tomar minha casa e me expulsar dela. Então, quando um judeu toma minha casa e me expulsa dela, eu vou lutar contra ele. Eu não luto contra outros países porque quero estar em paz com eles, amo todos os povos e desejo paz para eles, até mesmo os judeus. Os judeus viveram conosco toda a nossa vida e nunca os agredimos, e ocuparam altos cargos no governo e nos ministérios. Mas se eles tomarem minha casa e me tornarem um refugiado como 4 milhões de palestinos no exílio?” (Duas décadas do martírio de Ahmed Yassin, Diário Causa Operária, 22/03/2024)
E, em 1997, reforçou:
“Quero proclamar alto para o mundo que não estamos lutando contra judeus porque são judeus! Estamos lutando contra eles porque nos agrediram, nos mataram, tomaram nossa terra, nossas casas, nossos filhos, nossas mulheres, nos dispersaram, nos tornamos dispersos por toda parte, um povo sem pátria. Queremos nossos direitos. Não queremos mais nada. Amamos a paz, mas eles odeiam a paz, porque pessoas que tiram os direitos dos outros não acreditam na paz. Por que não deveríamos lutar? Temos o direito de nos defender.” (idem)
Iassin tornou-se alvo direto de operações militares israelenses após o início da Segunda Intifada, iniciada em 2000.
“(…) o Hamas, sob sua liderança, participou ativamente da resistência palestina após reorganizar suas fileiras e reconstruir seu aparato militar.
As autoridades de ocupação acusavam o Hamas, sob a liderança de Yassin, de dirigir a resistência palestina, e pressionavam internacionalmente para classificá-lo como organização terrorista e congelar seus recursos.
Devido às divergências políticas com a Autoridade Palestina, esta frequentemente pressionava o Hamas, chegando a impor várias vezes prisão domiciliar a Iassin, embora reconhecesse a importância da resistência e da vida política palestina.
Além de sofrer paralisia total, o xeique enfrentava diversas doenças: perda significativa da visão no olho direito após agressões durante interrogatório, forte deficiência visual no olho esquerdo, inflamação crônica no ouvido, problemas pulmonares e diversas doenças internas e intestinais.” (alqassam.ps, op. cit.)
Em 6 de setembro de 2003, sobreviveu a um ataque aéreo realizado por um caça F-16 contra um prédio em Gaza, sendo tratado no Hospital de Al-Xifa. No atentado, quase martirizam também o então secretário do xeique, Ismail Hanié, futuro presidente da organização — martirizado em 31 de julho de 2024 após um ataque criminoso de “Israel” contra o Irã. Após o atentado, Iassin declarou: “Os dias provarão que a política de assassinatos não acabará com o Hamas. Os líderes do Hamas desejam ser mártires e não têm medo da morte. A jihad continuará e a resistência persistirá até alcançarmos a vitória, ou até que sejamos mártires.” (Quem foi Ahmed Yassin, imã que fundou o Hamas, Diário Causa Operária, 4/11/2023)
Martírio e legado
Em 22 de março de 2004, foi martirizado, ao lado de sete companheiros, por um ataque de helicóptero AH-64 Apache, que disparou mísseis contra ele ao sair de uma mesquita após as orações matinais. Além de Iassin, foram martirizados seus dois guarda-costas e outros civis palestinos. Tinha então 67 anos, permanecia em cadeira de rodas e estava praticamente cego. Seu funeral reuniu cerca de 200 mil pessoas na Faixa de Gaza. O assassinato provocou condenações internacionais e levou a própria Autoridade Palestina a decretar luto oficial. Nos Estados Unidos, o então presidente George W. Bush defendeu a ação israelense.
Após sua morte, Abdul Aziz al-Rantisi assumiu a liderança do Hamas, sendo também martirizado um mês depois. Apesar disso, o movimento continuou a se fortalecer, consolidando-se como uma das principais forças políticas palestinas, especialmente após a Segunda Intifada e, mais recentemente, em episódios como a operação Dilúvio de al-Aqsa.
A trajetória de Iassin permanece central para a compreensão do Hamas e da luta nacional palestina contemporânea. Conforme destacou o Hamas em 2024: “O inimigo, erroneamente e de forma sonhadora, pensou que o assassinato do xeique fundador enfraqueceria o movimento ou minaria suas bases, ou dissiparia seu espírito. No entanto, a alvorada de 22 de março de 2004 trouxe um novo nascimento na jornada de nosso movimento, nossa resistência e nosso povo, mais forte, mais determinado e resoluto. Assim, o movimento, com seus líderes e filhos, integrados com seu povo, vivendo suas esperanças e dores, unidos como um só coração, com uma memória viva e uma ideia que não morrerá. O Dilúvio de Al-Aqsa hoje não é nada além de um fruto desse nascimento abençoado, regado pelo sangue dos mártires, preservado em sua origem firme pela resistência, e dará seus frutos pela vontade de Deus, vitória e libertação em breve, pela vontade de Deus e Seu poder”. (Hamas homenageia…, op. cit.)
“Passaram-se 20 anos [2024] desde que o xeique fundador Ahmed Iassin ascendeu como mártir, e sua biografia ainda está viva nos corações das gerações da Palestina e da nação islâmica, pulsando com todos os componentes da luta, da firmeza e da estação. A semente abençoada que ele plantou na terra de Gaza enraizou-se profundamente, cresceu forte, produziu seus frutos, e seus pilares se ergueram e se espalharam, tornando-se fortes e resistentes à ocupação, independentemente de seus crimes e da guerra genocida que comete na Faixa de Gaza.
Enquanto vivemos à sombra do abençoado mês do Ramadã, o mês da paciência, sacrifícios, jihad e vitórias, afirmamos que permaneceremos fiéis ao caminho, sangue e sacrifícios do fundador, o mártir Xeique Ahmed Iassin, os líderes mártires e todos os comboios dos mártires de nosso povo. No caminho da resistência, avançaremos com toda a força, determinação e certeza.” (idem)
As Brigadas Al-Qassam lembraram as homenagens militares ao mártir: “Com o início da batalha do Dilúvio de Al-Aqsa, em 7 de outubro de 2023, as brigadas anunciaram a entrada em serviço do projétil anticarro ‘Al-Iassin 105’ e da versão TBG contra fortificações e pessoal, em homenagem ao xeique fundador.Assim como sua presença inspirou temor no ocupante ao semear a ideia da luta, que continua até hoje, a arma ‘al-Iassin’ desempenhou um papel ativo na destruição de seus equipamentos e ilusões na guerra terrestre, tornando-se um símbolo destacado na batalha.” (alqassam.ps, op. cit.)